Muitos anos atrás tive a oportunidade de experimentar a Fotografia em Infravermelho pela primeira vez com o filme Konica Infrared 750nm. Lembro de ter pesquisado muito sobre o assunto, antes de sair para fotografar, pois além desse filme ter apenas 24 exposições, ainda existia a chances de estragar tudo na hora da exposição e/ou revelação. Isso porque o filme não tem um ISO correto, digamos assim, ele depende dos raios infravermelhos que estão incidindo no assunto que você irá fotografar, e não há fotômetro de câmera nenhuma que faça esse tipo de medição, até onde sei. Lembro bem de uma recomendação dizendo que para obtermos uma exposição adequada, o ponto de partida seria 1/60 de velocidade com f/5.6 de diafragma, filtro vermelho 25A, em um dia de céu limpo e Sol forte.

 

Floresta Estadual Edmundo Navarro de Andrade - Rio Claro/SP

 

Confesso que não lembro exatamente os valores utilizados para fazer essa imagem, mas tenho certaza de que não fugiu muito dessa recomendação. Nessa época ainda não possuía o filtro Hoya R72 específico para Fotografia Infravermelho, então acabei  usando o vermelho 25A. O look específico foi conseguido mesmo assim, como podem observar.

A revelação foi feita com o Ilford ID-11 em diluição 1+1, pois também era o que havia disponível na ocasião. Se fosse hoje minha primeira vez, por conta da bagagem adquirida, tenho quase certeza de que começaria o teste com Agfa Rodinal, mas esse seria um grande erro, já que esse filme é muito granulado, tendência que seria reforçada pelo uso desse revelador. Minha sorte é que essa limitação, e também a falta de conhecimento, me levaram ao Ilford ID-11, que é uma opção bastante razoável para compensar essa característica.

E pra finalizar esse post, uma curiosidade. Esse filme foi doado pelo Ben Folds, vocalista da banda Ben Folds Five, no fórum Photo.net. Sem essa cortesia, eu não teria acesso a esse tipo de material, então fica aqui a dedicatória a esse artista.

Equipamento utilizado:
– Nikon F100
– Nikon 28mm f/2.8 AF